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Des espera – Cia Yepocá de Teatro

Um homem sozinho que quase parece eternamente esperar. Ele, nessa espera de algo ou alguém, que nunca chega, vai da alegria a tristeza, da calma a total desespera. Toda a história é permeada por duas palavras: tempo e o amor. O que é este tempo? Quanto nos marca um tempo passado e talvez mal vivido? Qual a necessidade de viver e lidar com o tempo presente. Como inicialmente cômica, mas que no final, revela se trágica. Uma história para todos, onde se vivenciam a perda, o encontro, o amor, o desencontro, a espera, a nossa desespera de cada dia, as despedidas, um recomeço, talvez… a busca por um amor… o reencontro e entendimento… de nós mesmos.

Serviço:
Data: Sexta-feira a domingo, de 14 a 23 fevereiro
Horário:  20 horas
Local: Associação Crepúsculo – Rua Sertões, 147 – Prado
Ingressos no local: $ 20, (Inteira) – $ 10, (Meia)

Ficha Técnica:
Realização e Produção: Yepocá – Cia De Teatro;
Concepção, Dramaturgia e Direção: Yepocá e Cia. Do Abração;
Oficina de Primigênia teatral: Wal Mayans;
Iluminação: Anry Aider;
Composição e Direção Musical: Bruno Godinho e Mariana Lima;
Cenografia: Cia. do Abração;
Cenotécnica e Adereços: Cia. do Abração, Deferson Melo e Camilo Rocha;
Figurino: Bruno Godinho e Deferson Melo
Apoio Técnico e Produção: Luísa Goreti, Lenise Moraes e Yasmin Silveira
Elenco: Bruno Godinho

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Crepúsculo em Cena

A Associação Crepúsculo foi contemplada com o Cena Minas – Prêmio de Artes Cênicas de Minas Gerais. Em sua 6ª edição, o programa abriu espaço para artistas, grupos e companhias de teatro, dança e circo de todo o estado de Minas Gerais participarem do projeto de seleção.

O programa contemplou projetos em três categorias: Manutenção de Espaços Cênicos, categoria na qual a Associação Crepúsculo foi premiada, além de Circulação de Espetáculos Cênicos e Aquisição de Equipamentos e Materiais.

O Projeto Crepúsculo em Cena irá transformar o galpão da Associação, onde hoje acontecem os cursos e ensaios da Crepúsculo Cia de Dança, localizado no bairro Prado, em um polo de atividade artística, um espaço cultural multiuso voltado para ensino e apresentações de dança e teatro com os devidos equipamentos técnicos, que cumpra as exigências da brigada de incêndio e acesso a deficientes.

Durante a semana, as arquibancadas são retiradas e o galpão se converte em espaço de ensaio e Escola de Formação Artística Inclusiva. Além de abrigar apresentações dos espetáculos da companhia, o “Espaço Crepúsculo” receberá propostas de utilização nos fins de semana (Sexta à Domingo) por peças de grupos e artistas independentes de Belo Horizonte e outros estados, de caráter inclusivo ou não, com bilheteria à preços populares.

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Vagas para oficinas da manhã

O Centro Artístico da Associação Crepúsculo está com inscrições abertas para diversas oficinas para crianças, adolescentes, jovens e adultos, com e sem deficiências, no turno da manhã. O Centro Artístico oferece aulas para todas as pessoas que querem se envolver com o fazer artístico. As aulas são realizadas em grupo ou individualmente e tem como embasamento a arte contemporânea onde a pesquisa, a criação, a formação, o aperfeiçoamento, a profissionalização e a participação ativa dos clientes são focos do trabalho, efetivando novas concepções e acreditando que o encontro entre as diferenças incita a criação.

Artes plásticas

Serão desenvolvidas algumas vivências/técnicas tais como: desenho, pintura, escultura, gravura e atividades paralelas. Num primeiro momento, o foco está principalmente  em levar aos alunos conhecer tais técnicas e vivenciar o coletivo, proporcionando um convívio mútuo, é encontrar as potencialidades dentro de cada um.

Dança

A oficina de dança tem os seguintes objetivos: conhecer as partes do corpo gerando uma visão anatômica do mesmo, a partir do trabalho de consciência corporal, favorecendo a exploração e descoberta de possibilidades de movimentos; conhecer a diversidade técnica da dança contemporânea, utilizando várias linguagens artísticas; incentivar a criatividade e expressão espontânea, através de jogos e exercícios de improvisação utilizando fundamentos da dança já apreendidos; promover o diálogo através das vivências e contato com a diversidade.

Musicalização

A Oficina de Musicalização tem como objetivo trazer à vida dos alunos a musicalidade contínua, aguçando cada vez mais a vontade de tocar e sentir a música, em um toque, em um grito, em uma fala. Tudo isso através de um instrumento de percussão, de corda ou cantando. A aula de Musicalização também trabalha a pintura e a sensibilidade de cada um no seu individual. A oficina persegue o objetivo sempre de enxergar o sensitivo, o que a música pode significar pra cada um, em suas diferentes formas de pensar e ver.

Teatro

Tem como objetivo uma iniciação e aproximação do aluno com a linguagem teatral a partir de jogos, brincadeiras e exercícios de improvisação e criação. Propiciar momentos de criação coletiva e experimentação de narrativas através de histórias, imagens e exercícios corporais. Os elementos trabalhados nas aulas de teatro, através da Associação Crepúsculo, propõem um espaço para fruição do Teatro enquanto uma arte de encontro e de transformação, que tem como objetivo proporcionar aos participantes, além do auxílio à coordenação motora e à dicção, a troca de experiências e vivências criativas e a possibilidade de resignificação de suas realidades.

Informações e inscrições

Tel.: (31) 3225-0040 | 3223-4611 | 2555-4611 - Clique aqui e faça sua inscrição

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Projetos que se integraram aos pontos de cultura vão da estética experimental ao apoio a pessoas com limitações

A Associação Crepúsculo foi tema de  matéria no Estado de Minas de Domingo, dia 02 de fevereiro de 2014, abordando pontos de cultura e participantes que relatam experiências que mudaram suas vidas. Confira a matéria na íntegra:

A geração inaugural dos pontos de cultura conseguiu algo inovador, que foi receber diretamente, sem intermediários, recursos do governo federal. A ONG Contato, que funciona no Bairro da Serra, em BH, foi uma das primeiras a serem contempladas. Os coordenadores da entidade, o músico Vítor Santana e o cineasta e produtor Helder Quiroga, enumeram as vantagens deste ingresso, como “entrar no mailing do Ministério da Cultura” e, a partir daí, passar a receber informações relevantes, como editais, encontros, reuniões. Por meio do dinheiro repassado, é possível também concretizar projetos e melhorar a infraestrutura da organização.

A gente se aproximou de outras entidades, do próprio ministério, e conseguimos trazer gente de fora e do Brasil inteiro para Belo Horizonte. Promovemos uma série de oficinas de audiovisual, música e cerâmica. A gente chegou a ganhar o Prêmio Cultura Viva como um dos pontos de cultura de maior destaque. E mesmo que institucionalmente não sejamos mais um ponto, ficamos como referência nesse sentido. Ainda participamos de encontros, coordenamos eventos e, apesar de não receber mais recursos, nos consideramos um eterno ponto de cultura. Esse título está muito intricado na nossa identidade”, comenta Vítor.

Na opinião de Helder, o grande mérito do Cultura Viva, e um dos seus eixos principais, os pontos de cultura, foi ter reconhecido iniciativas que já existiam no setor cultural. Ele salienta que o modelo foi tão vitorioso que acabou sendo adotado por outros países. “Construir tijolos é importante, no entanto, mais importante ainda é apoiar o que já está construído, pronto, e incentivar o trabalho de quem já desenvolvia uma produção artística. Além  de ter criado um rede no Brasil inteiro, articulando movimentos sociais. Ao longo dos anos, o ponto de cultura se tornou uma das maiores chancelas dessa política cultural do governo e reinventou a maneira de se fazer cultura no Brasil. Tanto é que o modelo foi exportado para Argentina, Peru e outros países”, diz.

Para ampliar horizontes

Outra instituição que ganhou bastante ao se transformar em ponto de cultura foi a Associação Crepúsculo, cujo projeto Diversidade em Ponto proporcionou a continuidade e a ampliação das atividades artísticas e culturais desenvolvidas, como oficinas inclusivas de artes plásticas, contação de histórias, musicalização, dança e teatro. Diretora artística da entidade, a bailarina e terapeuta ocupacional Luciane Kattaoui conta que o projeto foi criado com o intuito de atender a todo tipo de deficiência ou limitação, seja física, cognitiva ou mental. Ela percebeu que os diversos tipos de linguagem poderiam auxiliar seu público. “Às vezes a pessoa chega aqui para fazer um curso de teatro ou dança, mas precisa de fonoaudiologia, alfabetização, acompanhamento mais clínico e pedagógico. E isso tudo é ofertado aqui”, diz.

Desde que se transformaram em ponto de cultura, mais pessoas passaram a ser atendidas nos vários programas, já que os recursos bancam os professores e o material utilizado nas oficinas do período vespertino. “Ser ponto de cultura nos proporcionou oferecer cinco oficinas gratuitas, com 20 vagas cada. Os recursos ajudaram a nos equipar, porque conseguimos adquirir livros, máquinas fotográficas, colchonetes e instrumentos musicais. Para uma instituição como a nossa, é difícil bancar tudo isso. Nesse período de três anos que somos auxiliados pelo programa, a gente vem conseguindo se manter, para depois poder andar com as próprias pernas”, ressalta.

Luciane garante que nunca teve problemas com atraso no repasse da verba e que, frequentemente, fiscais do programa fazem monitoramento e diagnóstico para conferir se tudo está seguindo bem. “Valorizo demais essa ação. Não tenho do que me queixar”, reitera.

Lucas Henrique de Oliveira, de 26 anos, é outra pessoa depois que ingressou nas oficinas do Crepúsculo. Sua evolução e alegria são evidentes, como destaca a mãe, Jacqueline de Oliveira. O rapaz tem dificuldades de cognição e de aprendizado, mas os médicos nunca conseguiram dar um diagnóstico real. Lucas se adaptou tão bem às atividades que hoje participa dos cursos de culinária, artes, dança e descobriu um novo talento, a massoterapia.

“Quando ele entrou na associação, eu não tinha condições de pagar o período todo, e,  como as oficinas da tarde são de graça, ele fica lá das 13h até as 17h e adora. Você não imagina como ele evoluiu e está satisfeito. O Crepúsculo ajudou muito meu filho e o mais interessante é que ele saiu da situação de ajudado para a de ajudante. Ele auxilia os cadeirantes, aprendeu a linguagem dos sinais e se comunica com os surdos e mudos. Hoje, Lucas pode fazer pelo outro o que fizeram com ele e pode até ser que, com o passar do tempo, ele se torne um dos monitores também”, celebra Jacqueline.

Burocracia é a principal queixa

Os pontos de cultura também têm seus entraves. E a grande reclamação das instituições é a burocracia excessiva. A diretora da Superintendência de Interiorização e Ação Cultural da Secretaria de Estado de Cultura de Minas, responsável pela gestão dos pontos de cultura de Minas, Manuella Machado, explica que a primeira leva dos pontos, em 2004, era conveniada diretamente com o Ministério da Cultura. Porém, muitos não conseguiram lidar com toda a documentação e burocracia, principalmente, na hora de prestar contas. “A coisa é muito abrangente, porque os pontos reúnem quilombolas, indígenas, ONGs e gente que não sabe mexer com toda essa documentação, fazer cotação de preços. Muitos acabaram ficando inadimplentes. Não por má-fé, mas por desconhecimento mesmo”, esclarece.

A Lei 8.666 (das licitações) regula todo o processo. E como brinca Nil César, da Casa do Beco, não é à toa que ela leva o número da besta, 666, porque é um verdadeiro inferno. “Ser ponto de cultura também dá dor de cabeça. E a lei vale tanto para uma tribo de índios, que nem nota fiscal consegue para adquirir material, como para uma ONG que tem um CNPJ. O processo burocrático acaba engessando o processo ideológico”, reclama.

Minas acabou se tornando referência e exemplo no assunto, porque aqui, como salienta Manuella Machado, o governo estadual contratou uma empresa especializada para prestar assessoria aos pontos em questões fiscais e burocráticas. “Foram oferecidos cursos, advogados, oficinas de gestão cultural e empreendedorismo, porque muitas entidades não sabiam nem o que comprar. Por isso, nosso resultado foi muito bom e praticamente não tivemos inadimplência”, constata.

Todos os pontos de cultura recebem R$ 180 mil, num período de três anos, sendo esse valor dividido em três parcelas. No caso dos pontos de cultura de Minas, parte da verba é do governo federal e outra do governo do estado. A maioria dos representantes de associações defendem a tese do dinheiro vir em forma de prêmio, e não de convênio, que seria uma maneira de desburocratizar o processo.

A representante do MinC no estado, Cesária Macedo, diz que o governo federal sempre esteve aberto ao diálogo, que sabe da demanda dos pontos e acredita que ela deve ser levada em consideração. “O programa é muito debatido e está sendo discutida uma maneira de facilitar o repasse dos recursos para potencializar suas ações. A intenção é desburocratizar”, assegura.

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Crepúsculo recebe Grande Colar do Mérito Legislativo

A Associação Crepúsculo recebeu o Colar do Mérito Legislativo, a mais importante honraria concedida pelo parlamento municipal. Diversas figuras de destaque, entre pessoas físicas e jurídicas, foram agraciadas pela Câmara Municipal de Belo Horizonte, em reconhecimento a sua contribuição para a melhoria de Belo Horizonte e da vida dos belo-horizontinos.  Em sua 11ª edição, a homenagem teve como patrono o ex-deputado e ex-prefeito Célio de Castro, falecido em 2008. Também ex-prefeito da capital, João Pimenta da Veiga Filho foi o orador do evento.

Instituído pela Resolução nº 2.050 de 2003, em substituição à Comenda da Ordem do Mérito Legislativo Municipal, o Grande Colar é entregue, anualmente, àquelas personalidades ou instituições que tenham se destacado e contribuído para o crescimento da cidade e do país, em diferentes áreas de atuação. As indicações são feitas pelos 41 vereadores e pelo Conselho de Agraciamento, composto pelos membros da Mesa Diretora e pelo Corregedor da Casa.

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Mãe fotógrafa e filha com síndrome de Down criam série fotográfica

Emmer Gillespie é fotógrafa, irlandesa e mãe de Laoisha, de 11 anos. Aos seis, Laoisha, que tem Síndrome de Down, começou a interessar-se pela máquina fotográfica da mãe e a pedir para ser fotografada

O interesse de Laoisha, com apenas seis anos, pela máquina fotográica da mãe, Emmer, transformou actos quotidianos em retratos únicos de mãe e filha, fotografados primeiro por Emmer e agora também por Laoisha. Chama-se ‘Picture You, Picture Me’ e ambas encenam actividades que gostam de fazer juntas, como fazer bolas de sabão, penteados, lançar papagaios de papel ou saltar na cama.

“Isto é o nosso álbum de familia, um álbum onde eu posso ver o crescimento da Laoisha bem como observar como ela toma controlo da sua vida e da câmara. O projecto continuará a desenvolver-se lado a lado com o próprio desenvolvimento da linguagem visual de Laoisha, e continuará a existir até ela perder o interesse ou deixar de querer que eu participe nas fotografias”, escreveu Emmer no site ‘Lenscratch’.

A maior parte das ideias para as fotografias partem de Laoisha. A mãe limita-se a cumprir os desejos da filha, agora com 11 anos, seja a dar saltos na cama, ou com umas asas de borboleta nas costas. “Eu pergunto-lhe sempre se tem ideias e sugestões de como devemos fotografar e até agora temos feito sempre o que ela quer.”

‘Picture You, Picture Me’, que começou em 2008, já foi exposto em Londres, Nova Iorque e em Portugal como parte do festival Encontros da Imagem, em Braga. Clique aqui e confira as fotos.