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Espetáculo “Em Louvor à Vergonha”, na Associação Crepúsculo

O Grupo Mineiro Madame Teatro apresenta o espetáculo “Em Louvor à Vergonha” neste sábado, dia 27 de setembro às 20hs, na Associação Crepúsculo. A entrada é gratuita.  Com direção de Diego Bagagal, através do Prêmio Cena Música 2014, o espetáculo investiga a partir da interdisciplinaridade do teatro, dança e a música, a trajetória de ascensão e queda de um dos maiores gênios da literatura mundial, Oscar Wilde.

Autor de obras importantes como “O Retrato de Dorian Gray”, “O Marido Ideal” e “De profundis”, Oscar Wilde também ficou conhecido por seu visual Dândi e seu comportamento irreverente, que marcou a construção de valores e influenciou toda uma geração que começava a pensar e a viver a modernidade.

Numa leitura atual, “Em Louvor à Vergonha” mostra Wilde em delírio, na última hora de sua vida. Uma profusão de fragmentos cênicos desenha a poética da ascensão e queda que marcou a existência do escritor. Esse movimento de altos e baixos na vida de Wilde é revelado em cena por um ringue de boxe, com assaltos marcando passagens biográficas e contagens de tempo após as quedas, que anunciam, segundo a segundo, o fim trágico.

Essa estrutura evoca o julgamento do artista pelo olhar moral da sociedade, em referência a um momento decisivo de sua trajetória. As regras do boxe moderno foram definidas, na segunda metade do século XIX, pelo Marquês de Queensberry. Queensberry também foi autor de uma denúncia contra a suspeita de um caso envolvendo seu jovem filho, Alfred, e Oscar Wilde. Logo depois, o escritor foi preso sob a acusação de sodomia.

Interdisciplinaridade com a música

Além do texto, durante o processo criativo, a música foi ganhando um espaço importante na construção da dramaturgia cênica. Durante todo espetáculo, Diego dialoga em diversos momentos com a música pulsante, angustiante e moderna do PJ Jota Quest, e com as interferências sonoras e românticas compostas pelo violinista barroco André Cavazotti. O resultado é uma atmosfera soturna e inquietante, que revela o delírio e a loucura de Wilde, pouco antes de morrer.

Por fim, o público é convidado a assumir uma posição de voyeur, íntimo de confrontos que redefiniram a criação artística e os dilemas morais: “Ele era midiático, sabia disso e provocava isso. Foi o primeiro homem moderno”.
“Na industrial e cinza era Vitoriana, Wilde criou o esteticismo, que pregava ‘a arte pela arte’. Ele lutou até os últimos segundos de sua vida por um lugar mais belo, dizia que ‘queria te levar para um lugar quente e colorido”, afirma Bagagal.

SERVIÇO

Dia 27/09 | Horário: 20 horas
Em louvor à Vergonha – Madame Teatro
Sinopse:  Numa leitura atual, “Em Louvor à Vergonha” mostra Oscar Wilde em delírio, na última hora de sua vida. Uma profusão de fragmentos cênicos desenha a poética da ascensão e queda que marcou a existência do escritor. Esse movimento de altos e baixos na vida de Wilde é revelado em cena por um ringue de boxe, com assaltos marcando passagens biográficas e contagens de tempo após as quedas, que anunciam, segundo a segundo, o fim trágico.
Projeto: Descontorno
Local: Associação Crepúsculo
Rua Sertões, 147 – Prado – Belo Horizonte (MG)
Entrada Franca

 

MADAME TEATRO é um grupo fundado em 2012 pelos artistas Diego Bagagal, Martim Dinis, Amanda Gomes e Lucas Costa com o intuito de realizar obras artísticas interdisciplinares e multiculturais. O grupo possui em repertório o espetáculo multicultural ‘BATA-ME! (Popwitch)’, com atores de três nacionalidades, estreado em janeiro de 2013 no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna em Belo Horizonte, a convite do prestigiado festival Verão Arte Contemporânea – VAC 7. ‘BATA-ME! (Popwitch)’ foi convidado da mostra oficial do Festival Sydney Gay and Lesbian Mardi Gras, no final de fevereiro de 2014, em Sydney, na Austrália.

 

“Em Louvor à Vergonha”

Textos: Oscar Wilde, Lord Alfred Douglas e Marquês de Queensberry
Concepção, direção e dramaturgia: Diego Bagagal
Trilha sonora original: PJ Jota Quest e André Cavazotti (Trilha em Violino Barroco)
Dramaturgia Musical: André Cavazotti
Elenco: Diego Bagagal, Fábio Schmidt (ator convidado), André Cavazotti (Violinista Barroco em cena: stand by: João Antônio)
Assistente de direção: Martim Dinis
Assessoria artística: Daniel Toledo
Cenografia: Amanda Gomes
Cenotécnica: Helvécio Izabel
Desenho de luz: Rodrigo Marçal
Caracterização: Lucas Costa
Figurinos: Diego Bagagal
Costura: Elionaide Andrade
Projeto gráfico: Amanda Gomes
Trailer e fotografia de divulgação: Ronaldo Jannotti (La Caffetteria Produções)
Filmagem para TV: Shirley Fraguas
Registro audiovisual: Marília Rocha
Assessoria de imprensa: Beatriz França
Produção: Martim Dinis e Diego Bagagal
Apoio cultural: CentoeQuatro, La Caffetteria Produções, Anavilhana e Spica Video Produtora
Realização: MADAME TEATRO