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Praça Sete é Palco de Flash Mob em Prol do Desenvolvimento Humano

Uma segunda feira típica de inverno, um bom dia para se curtir o dia da preguiça. Nada disso! O Crepúsculo – Centro de Desenvolvimento Humano resolveu agitar à tarde dos belo-horizontinos e na data de 24 agosto das 12 horas às 13h30min horas realizou um flash mob na Praça Sete, centro da capital mineira, com o tema “Todo Mundo Tem Limitações”. A ação faz parte da campanha de lançamento do “Programa de Promoção do Desenvolvimento Humano”.

O Crepúsculo – Centro de Desenvolvimento Humano (organização não governamental sem fins lucrativos), com sede em Belo Horizonte – MG, tem por finalidade a inclusão das pessoas com limitações aparentes, ou não aparentes por meio da arte, da oferta de atendimentos clínicos, pedagógicos, do Projeto Diversidade e Protagonismo e de consultorias para outras instituições.

O Programa de Promoção do Desenvolvimento Humano tem o objetivo de compartilhar conceitos, conhecimentos, exemplos, metodologias e tecnologias, que o Crepúsculo desenvolve há 19 anos e com o mote “Desenvolvimento Humano, eu também estou nessa caminhada”, o Programa conta com ações pela cidade e na internet.

 

Luciane Kattaoui, coordenadora da instituição explica o propósito do Programa: “Queremos que as causas que defendemos tenham um alcance maior. Temos a ideia de que todas as pessoas têm uma questão e podem se desenvolver. O programa é um mecanismo que foi desenvolvido no Crepúsculo, antes de uma maneira mais tímida. Mas agora, com 19 anos de estudo e prática, temos respaldo para partilhar o que vivenciamos a nossa metodologia, para que chegue a um número maior de pessoas e famílias”.

 

Com participação de profissionais, atendidos, familiares e amigos, o grupo realizou uma intervenção cultural que consistiu em um primeiro momento abordar e conversar com as pessoas que se encontravam no local, ou que por ali transitavam. Após alguns minutos de troca de idéias iniciou-se uma coreografia baseada na música tema do Programa e todos eram convidados a vivenciar um momento único de interação, harmonia e felicidade.

Segundo os participantes do flash mob a música foi composta exclusivamente para o Crepúsculo e levanta a discussão sobre as limitações e potencialidades de cada ser, pois, de acordo com este conceito, todo mundo tem limitações, sejam elas aparentes ou não aparentes o que não impede que estas pessoas possam desenvolver suas habilidades e criatividades.

Durante o evento pode se perceber o quão os presentes eram tocados, os seus olhares denunciavam o que os seus corações sentiam. Várias pessoas estavam em estado quase de choque e permaneciam pensativas e atraídas pelo manifesto de amor e carinho entre pessoas tão diferentes e diversificadas. O objetivo do Crepúsculo – Centro de Desenvolvimento Humano parece que aos poucos vai conquistar novos adeptos. Segundo Gustavo Bartolozzi, “a princípio, somente pela pessoa ter um olhar mais humanizado para si mesma já a gabarita como participante da caminhada pelo desenvolvimento humano”, e com certeza nesta segunda feira fria de inverno, os corações e mentes de quem assistiu a esse espetáculo foram embora aquecidos e engrandecidos de mais amor e solidariedade.

 

Clique no link abaixo e ouça a música “Todo Mundo Tem Limtações”:

https://soundcloud.com/search/sounds?q=Crep%C3%BAsculo%20CDH

 

Clique no link abaixo e assista o Flash Mob:

 

Por Elmo Gomes

Os Quatro Distintos

Domingo no Parque – natureza, alegria, diversão e teatro com “Os 4 Distintos”

Aos domingos pela manhã o belo-horizontino sempre tem como uma boa opção a visita à Feira Hippie, que acontece na Avenida Afonso Pena em frente ao Parque Municipal, onde se pode admirar e curtir a natureza enquanto as crianças se divertem nos variados brinquedos. Na manhã do dia 16, além dos já tradicionais motivos para um bom passeio, a diversidade cultural chegou ao parque com o espetáculo Os 4 Distintos, da Cia Teatral Crepúsculo, por meio da Mostra In Minas, que acontece até o dia 30 de agosto na capital mineira.

O ator e bailarino Cláudio Márcio e as atrizes e bailarinas Mariana Botelho, Sílvia Carvalho e Luciane Kattaoui emocionaram o público presente contando a história de quatro amigos que por meio do lúdico e do faz-de-conta desvendam o mundo dos sonhos e das aspirações e leva o público a uma reflexão profunda sobre desejos, possibilidades que pessoas com limitações aparentes ou não aparentes vivenciam.

O Julinho, interpretado por Cláudio, teve paralisia cerebral e por isso é cadeirante, ele é um menino serelepe e bem divertido. A Bellinha, encenada por Mariana, tem síndrome de down e é uma garota cheia de sonhos. Sílvia vive a Tininha, uma criança cega, que sente muito orgulho de ser brasileira e é apaixonada por futebol. E Luciane incorpora a Karina, uma menina que não tem limitações aparentes, é muito confusa nas suas escolhas e não sabe direito o que quer ser quando crescer, mas, de uma coisa ela tem certeza, ama seus amigos e acredita que juntos podem viver muitos sonhos e alegrias.

Após uma bela interpretação da trupe de artistas do Crepúsculo o que se via era um público emocionado e tocado por um tema tão importante e atual. O ator Glaydson de Paula estava com os olhos cheios de lágrimas, assim como a maioria dos espectadores, e declarou: “a peça consegue mexer com o que há de mais nobre na pessoa, as emoções vêm de tal forma a transbordar em lágrimas de felicidade por conta do envolvimento da ONG com a transformação da visão do público. Verdadeiramente a peça me fez sentir esperança no desenvolvimento dos humanos em prol da felicidade. Senti-me nas nuvens no momento da apresentação da Cia Teatral Crepúsculo, parecia que eu estava no céu e sem precisar morrer. A peça é a mais sublime demonstração de que podemos ser felizes com os pés no chão, e agora é só pensar na delícia que é ver que todos temos limitações, ora aparentes, ora não. Obrigado Crepúsculo, vocês têm o dom de fazer o céu aqui na terra, que Deus continue nos abençoando”.

O garotinho Tales de Almeida, de apenas oito anos, se divertiu com o espetáculo e disse que o mais legal foi quando o ator Cláudio Márcio, o Julinho, imitou o tubarão e assustou suas amiguinhas.

O domingo do belo-horizontino que esteve presente na Mostra In Minas acompanhando este espetáculo com certeza foi bem reflexível, mostrando que podemos ser melhores seres humanos se conseguirmos perceber o quanto somos iguais sem deixarmos de ser distintos.

Por Elmo Gomes.