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Bordados de Francisco e almas de crianças

O mês de outubro é o mês da criança e pode não ser por uma escolha aleatória e talvez carregue um simbolismo, pois, neste mês, especificamente no dia 04 comemora-se o Dia de São Francisco de Assis, um homem que carregou consigo a pureza das crianças e a espalhou por onde realizou suas caminhadas. Para simbolizar esse mês e trazer essa pureza e leveza para a instituição, o Crepúsculo através da curadoria da bordadeira e professora de bordado Fátima Coelho, foi palco da Exposição “Um Homem Chamado Francisco”.

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O evento aconteceu nos dias 19, 20 e 21 de outubro, um fim de semana para se levar alegria, paz, amor e perdão, verdade, esperança, fé, luz e união. Várias bordadeiras, artesãs, artistas plásticas se uniram através da curadora Fátima Coelho e enfeitaram o espaço do Crepúsculo com trabalhos de altíssima qualidade, beleza e leveza. Fátima disse que a Exposição Um Homem Chamado Francisco teve o intuito de unir pessoas e tentar levar estas a prestar mais atenção ao outro, na amizade, no amor, e reflitam sobre a lição que este grande homem nos ensinou e nos deixou como legado, sintetizado na frase “Francisco, um homem além do seu tempo, que tinha como objetivo unir as pessoas”. Segundo Fátima Coelho o sucesso só foi possível pela construção coletiva desenvolvida em todo o processo, que foi refletido no número de pessoas visitadas, ultrapassando a 200 visitantes.

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Para uma abertura harmoniosa foi oferecido um coquetel de confraternização na sexta feira dia 19 de outubro, a partir das 19:00 horas na sede do Crepúsculo. Fátima Coelho falou da importância da celebração e anunciou a apresentação artística da noite. Uma performance de dança contemporânea do bailarino João Bosco Veras, intitulada “Francisco, o pobre de Deus”, que o artista classifica como uma tentativa de mostrar um Francisco humano, na sua mais pura essência, tão ligado a Deus que chega a ser o elo entre os mais pobres, os mais necessitados e a caridade divina.

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A exposição estava oficialmente aberta e a festividade coroada com a bela performance de João Bosco, travestido em Francisco de Assis, o que levou os presentes a reflexões sobre aquele momento, aquele espaço e a importância da presença de cada um neste movimento, o que se pode constatar na fala de Flávio Henrique, pai da Marina Sadi, participante do Crepúsculo: “No meu entendimento a importância da nossa presença é o envolvimento e o comprometimento da família com atividades artísticas tão contemporâneas e atuais, apesar de ser trabalhos de bordados de pessoas com mais experiência, mas que envolveram os nossos filhos, parentes, que puderam se interagir e vivenciar esta experiência tão rica. A apresentação da dança foi bem diferente, mas trouxe uma intertextualidade interessante e enriquecedora entre a dança, o bordado, as artes plásticas e todo o ambiente. Com essas participações e envolvimentos podemos buscar uma construção maior, melhor e mais sólida para o nosso país”.

No sábado a exposição aconteceu de 10 às 18:00 horas com bastante movimentação. Os presentes desfrutaram do bazar do Crepúsculo, da Feira de artesanatos e da praça de alimentação. Para atrair os transeuntes, houve uma bordação na praça pela manhã, que se seguiu na portaria principal durante todo o dia. Para as amantes do bordado houve a Oficina de Boneco de Feltros, de 10 às 12:00 horas, com Carla Rodrigues Andrade, e de 14 às 17:00 horas aconteceu a Oficina Bainha Aberta com Regina Celi Cavalcante.

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O domingo foi de duração menor, mas, nem por isso menos intenso. De 09 às 12:00 tivemos a manutenção da exposição, da feira, do bazar e da praça de alimentação e ainda foi oferecida a Oficina Bordando Francisco, com Martha Dumont, do grupo Matizes Dumont, que veio diretamente de São Paulo para enriquecer o evento.

A Exposição Um Homem Chamado Francisco causou um impacto positivo nas pessoas e demonstrou que o bordado, assim como outras artes, pode despertar sentimentos de sensibilidade e solidariedade, como se abstrai na fala de Lígia Moregula, bordadeira e expositora: “Foi no bordado que eu encontrei a expressão do que carrego na alma”. Com essa leveza na alma e mansidão nos pensamentos que a maioria se despediu da primeira Exposição de bordados realizado no Crepúsculo.

Por Elmo Gomes

 

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