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Crepúsculo Cia de Dança

A Crepúsculo Cia. de Dança é um Grupo Artístico inclusivo constituído em 1996, que tem como referencial a pesquisa em arte contemporânea. A Cia é formada por 10 (dez) integrantes, sendo que 06 (seis) bailarinos apresentam deficiências (sequelas de paralisia cerebral, acidente vascular cerebral, deficiência intelectual e síndrome de down). A Crepúsculo Cia. de Dança realiza desde sua constituição apresentações/debates de suas montagens em diversas cidades do interior de Minas Gerais, em Belo Horizonte e pontualmente em cidades pertencentes a outros estados do Brasil. Atualmente a Crepúsculo Cia. de Dança é considerada uma das referências nacionais em dança contemporânea inclusiva.

A Crepúsculo Cia de Dança tem em seu currículo os seguintes espetáculos: Tempos (2000), Extensão (2002), Afectos (2006) e Conatus – A Essência do Ser (2010), agora se prepara para dar inicio a sua quinta montagem Ecos – Ressonâncias do corpo e da alma.

A Crepúsculo Cia de Dança integra uma das ações da Associação Crepúsculo, instituição que há 17 anos promove a convivência, a arte, a cultura, os saberes, as diferenças e também similaridades das pessoas com e sem deficiência. A entidade é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, que tem por finalidade a promoção da arte, saúde e educação, através da formação de recursos humanos, artísticos, científicos e técnicos. A Associação Crepúsculo promove ações e incentiva acessos e encontros que potencializam vidas, antes anônimas, escondidas e segregadas. Acreditamos que a troca entre as diferenças produz novas consciências, vivências e reflexões, propiciando acontecimentos de soma e amplitude dos seres.

A subjetividade de cada bailarino é utilizada como possibilidade de movimentos corporais que lhes são próprios. Eles atuam como intérpretes-criadores, buscando gerar novos sentidos e formas para suas vivências e experimentações. Esta atuação possibilita vivenciar sentidos esquecidos, valorizando o aprofundamento de toda expressividade corporal.

No decorrer do ano de 2010, o grupo executou o projeto Montagem e Circulação da Crepúsculo Cia. de Dança, que contou em seu período de montagem, de pesquisa teórica e de campo, vivências e experimentações artísticas, além de oficinas de expressão corporal e teatro. A subjetividade de cada bailarino foi utilizada como possibilidade de movimentos corporais que lhes são próprios. Eles atuaram como intérpretes-criadores, buscando gerar novos sentidos e formas para suas vivências e experimentações. Esta atuação possibilitou vivenciar sentidos esquecidos, valorizando o aprofundamento de toda expressividade corporal. Todas as etapas de criação foram construídas coletivamente, desde a definição do tema gerador para pesquisa artística, até a criação do figurino, cenário e trilha sonora.

A montagem teve como base para a pesquisa teórica os conceitos linhas de fuga de Antonin Artaud e o conceito de Conatus para Spinoza, esta última referência originou o nome do espetáculo.

Concluída a montagem, a Cia realizou a turnê do espetáculo Conatus – A Essência do Ser, que teve sua estreia em Belo Horizonte e em cidades de Minas Gerais (Belo Horizonte, Itabira, Itabirito, Itaúna, Mariana, Nova Lima), nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Vitória e Juiz de Fora. Em 2012 viaja para Recife – PE, dentro do projeto Aceso Circular.

O projeto Montagem Circulação da Crepúsculo Cia. de Dança possibilitou aos bailarinos a continuidade das atividades de preparação artística corporal, promoveu o encontro de vários profissionais para a construção de uma montagem artística inclusiva, e ainda gerou uma democratização dos bens culturais produzidos. Aproximadamente, 3.000 (três mil) pessoas assistiram ao espetáculo, sendo que mais de 50% deste público foram pessoas com deficiência e seus familiares, que tiveram gratuidade para presenciar as apresentações. O referido projeto foi um marco para a Crepúsculo Cia. de Dança, pois proporcionou visibilidade, troca de experiências e acessibilidade cultural às pessoas com deficiência.

Espetáculos

Conatus - A Essência do Ser

O espetáculo “Conatus – A essência do Ser”, da Crepúsculo Cia de Dança, apresenta ao público a diferença sob uma nova ótica, a da alegria de ter a diversidade como algo desafiador, novo e necessário a toda a sociedade que se pretenda mais digna e cumpridora de seu dever de acolher e gerar oportunidades a todos os seres humanos.

No espetáculo está impresso o trabalho desenvolvido há 15 anos pela Associação Crepúsculo na promoção de diferentes vivências e encontros, acessos e ações que potencializam expressões e vidas que antes permaneciam anônimas, escondidas, segregadas e envergonhadas.

A montagem surge do desejo de nove intérpretes criadores em investigar as razões e desrazões que nos lançam à potência de agir. Utilizando-se de ações cênicas híbridas da dança e do teatro, a Cia instiga uma produção de sentimentos, pensamentos e atitudes sobre os quais os corpos se alegram. Correr e escapar em direção a ludicidade (linhas de fuga de Artaud), estender e ampliar a tendência inata do ser por paixões alegres (conatus de Spinoza).

Ficha Técnica

Direção Artística e Coreografia: Luciane Kattaoui
Assistente de Direção: Cláudio Márcio, João Bosco Veras e José Augusto Vieitas
Coordenador de Pesquisa: José Augusto Vieitas
Preparador Corporal: João Bosco Veras
Interpretes Criadores: Ana Luiza Guimarães, Andresa Neves, Cláudio Márcio, João Bosco Veras, Lu Godoy, Luciane Kattaoui, Mariana Garcia Botelho,
Newton Alves, Terence Aguiar
Criação de Cenário e Figurino: Miriam Menezes
Concepção de Luz: Felipe Cossi e Juliano Coelho
Criação de Trilha Sonora: Rodrigo Salvador
Fotografia: Líbia Tavares
Vídeomaker: Josélio Teixeira
Criação de Material Gráfico: Felipe Cassiano
Maquiador: Leo Richard
Contra Regras: Ramon do Amparo e Robson Vieira
Operação de Luz: Felipe Cossi, Juliano Coelho e Tainá Rosa
Operação de Som: Sílvia Carvalho
Costureira: Taires Scatolim
Serralheiro: Serralheria São Lucas
Marceneiro: Waldir Bezerra
Produção: Cláudio Márcio e Luciane Kattaoui.

Afectos

Corpos marcados, redimensionados e infectados de novas linhas de fuga. Subjetividades agora imanentemente desaprisionadas por moléculas antes inativas.

Através de uma pesquisa teórica e prática, em que todos os bailarinos foram também os gestores, utilizou-se como tema gerador a submissão. A partir dos desmembramentos desta problematização central, criou-se a possibilidade de vivenciar sensações e sentidos que transbordaram, perfuraram e que por isso criaram afetos. Afectos, imanência e novas imagens do pensamento.